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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Puto versão 2.0

Seis meses. Ou seriam quatro? Talvez cinco.
Incrível como nesse tempo pouca coisa mudou, você ainda é um puto e todos aqueles fatos sobre a sua pessoa não mudaram em nada. A diferença agora é a intenção dessas palavras , é uma despedida, daqui a alguns minutos um ponto final será colocado na última folha do capítulo o qual você é o protagonista no meu livro.
Eu sinto muitíssimo por todos os erros de coerência e coesão, pelos erros de caligrafia e ortografia – confesso que algumas palavras estavam erradas e não deveriam ter sido usadas -, sinto também pelo desenvolvimento da história não ter passado a emoção desejada e a precipitação em alguns parágrafos. Principalmente, sinto muito mesmo pela pontuação ter me confundido, na hora em que eu deveria colocar vírgulas e continuar, coloquei pontos e guardei; talvez na hora do ponto final, ainda penso em prosseguir.
É uma pena que muita coisa esteja diferente agora, mas você sempre será aquele retardado, alienado, escroto, convencido, burro, não é?
Então, seu puto, você é tão, mas tão puto que espero sinceramente uma boa sorte com a próxima da fila.

Sentirei saudades da agressividade a qual só você proporcionava aos meus textos, puto.

domingo, 18 de abril de 2010

Puto



Com todos os seus defeitos, que são muitos por sinal, ainda que todos eles possam o transformar exatamente no tipo de pessoa que eu mais odeio, eu não consigo negar. Apesar de que você é um babaca, de verdade. Retardado. Alienado. Escroto. Convencido. Burro. Puto.Eu listaria mil coisas aqui, mas isso não chegaria ao mínimo da sensação reconfortante e boa que eu sinto perto de você. Irônico, não?
Ah, aliás, parabéns. Tanto pelo seu aniversário quanto por ser o número dois. Dois é um número muito inconveniente: dois de vice do campeonato de futebol, dois de quase vencedor, dois de perdedor, dois de paz e amor, dois de dobro, dois de casal, dois de namorados, dois de homem e mulher, dois de vinte e dois. Mas para você, o dois significa ser o segundo garoto que eu amei, o segundo que me fez chorar.
Porque você é um puto. O puto que me deixa arrepiada, que me faz rir, que desperta em mim uma coisa chamada ciúme que eu sempre soube controlar muito bem, mas com você não funciona desse jeito, o puto que eu sou tão distante e próxima ao mesmo tempo, o único puto do mundo que eu sei que é de todas menos meu.
E agora, sua vida continua normal, não muito longe da minha casa, fazendo qualquer coisa inútil, odiando meu time de futebol por ter ganhado do seu, vendo TV, ou sabe-se lá o quê.

Seu puto.